A economia mundial continuar crescendo tanto no ano que vem como at o final do sculo, mas ter que conviver com "alto desemprego", diz o relatrio de final de ano da OCDE (Organizao para a Cooperao e o Desenvolvimento Econmico, o clube dos 25 pases mais industrializados do mundo).

Idntica avaliao, tanto sobre crescimento como sobre problemas de emprego, vale para a economia latino-americana, conforme relatrio da Cepal, a Comisso Econmica para a Amrica Latina, organismo das Naes Unidas (leia texto abaixo).

O tamanho do problema do desemprego pode ser mais corretamente aferido pelas previses divulgadas pela OCDE.

Embora a perspectiva seja a de que as economias de seus 25 membros entrem no prximo sculo com um crescimento mdio de 3% do Produto Interno Bruto, o desemprego ainda estar, na mdia, em torno de 7% da fora de trabalho.

Para comparao: o desemprego dos 25 da OCDE, ao terminar 94,  de 8,2% de sua populao economicamente ativa.

Ou seja, apesar de um crescimento vigoroso nos prximos cinco anos, o desemprego cair apenas 1,2 ponto percentual.

No curto prazo, a situao do emprego  ainda mais complicada: a reduo no percentual de desempregados, entre 94 e 96, ser de magro 0,5 ponto percentual, apesar dos dois anos de crescimento previstos.

Regies 

Os ciclos econmicos, sempre de acordo com a OCDE, sero diferentes nas quatro principais reas do planeta.

Os Estados Unidos parecem ter atingido o pico de sua ascenso, com o crescimento de 3,9% esperado para 94. No ano que vem, o crescimento cai para 3,1%.

J o Japo atinge o pico em 96, com 3,4%, aps pular de 1% este ano para 2,5% em 95.

A Europa, ao contrrio, mantm um ritmo constante: 2,3% em 94, 3% em 95 e 3,2% no ano seguinte.

Por fim, os chamados "tigres asiticos", o grande motor de crescimento econmico nos ltimos anos, continuaro com "nvel quente" de expanso, mas, de todo modo, levemente inferior ao registrado atualmente.

Cairo dos 7,6% deste ano para 7,2% em 1995.

A China, que luta para frear seu crescimento de 11,5% em 94, chegar em 96 ao patamar dos 9,5%.

Tambm os pases do Leste europeu tm perspectivas diferentes no futuro imediato. Trs deles (Polnia, Repblica Tcheca e Eslovquia) crescero entre 3% e 4%, mas Bulgria, Hungria e Romnia ficaro abaixo desse percentual. 

O desemprego em 96 na regio estar entre 4,5% na Repblica Tcheca e 17% na Bulgria.

Otimismo 

O relatrio afirma que "as perspectivas econmicas para a rea da OCDE no presente so melhores do que tm sido por muitos anos".

Melhores, inclusive, no que diz respeito  inflao, que se manter sob controle at o final do sculo.

A previso  a de que a mdia da inflao nos 25 pases da OCDE esteja no patamar de 2,5% (anual) no ano 2000.

Alm do desemprego, a nica outra m notcia no relatrio diz respeito aos dficits oramentrios, que continuaro elevados.

A perspectiva  de que o mundo rico entre no ano 2000 com dficit mdio na faixa de 1,75% de seu PIB (Produto Interno Bruto, medida da renda nacional).
